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PF investiga fraude milionária no mercado clandestino de cigarros na terceira fase da operação Huno.

PF investiga fraude milionária no mercado clandestino de cigarros na terceira fase da operação Huno.

By sudamar on 24 de julho de 2016 in Entrevistas, Notícias

DivPFCigarros
Delegados da Polícia Federal cumpriram quatro mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul durante a terceira fase da operação Huno que combate o Mercado clandestino de cigarros.

Segundo o delegado da PF Gustavo Schneider.”Um dos contratos teria o valor de R$ 17 milhões. É um valor expressivo, mesmo em um mercado forte como o do tabaco, mais ainda em se tratando de alguém que tinha muitas dívidas. Não é normal que essa pessoa receba empréstimo de bancos”,

Nessa terceira fase, a PF concentrou as investigações em transações financeiras realizadas por uma das pessoas presas na segunda fase da operação, em março deste ano. O suspeito é empresário do ramo fumageiro e teria efetuado diversos empréstimos fraudulentos em instituições financeiras.

De acordo com o delegado, a investigação abrange vários contratos e, portanto, o valor total dos empréstimos realizados pelo suspeito é ainda maior.

Os mandados de busca e apreensão foram realizados nas instituições financeiras que liberaram os empréstimos ao empresário. Foram apreendidos computadores, pendrives, mídias óticas, extratos bancários, agendas, minutas de contrato e outros documentos. “Vamos analisar todo esse material e, depois, ele será encaminhado a Porto Alegre”, informou o delegado.

Os nomes dos envolvidos e de suas empresas não foram divulgados porque o inquérito corre em segredo de justiça.

A Operação Huno foi deflagrada em novembro do ano passado no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pará. Os ilícitos apurados pela investigação incluem associação criminal, receptação, falsificação de documentos, sonegação fiscal, exportação irregular de fumo, contrabando de cigarros, adulteração de produtos e pirataria.

Conforme a PF, os investigados utilizavam empresas de fachada para realizar contrabando de tabaco. O esquema envolvia fábricas no Paraguai e fábricas clandestinas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Nas fases anteriores da Operação Huno, a Polícia Federal prendeu um total de 21 pessoas e cumpriu 59 mandados de busca e apreensão. Além disso, foi determinado judicialmente o sequestro e arresto de 59 imóveis, 47 veículos e contas bancárias — patrimônio que totaliza aproximadamente R$ 79 milhões.

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